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Chiado "pressionado". Câmara de Lisboa converte 46 lugares para carros em passeios
A autarquia reconhece à RTP Antena 1 que o Chiado "é uma zona pressionada". Quase 50 lugares de estacionamento vão ser transformados em passeios, primeiro com pinturas e depois consolidados. Não haverá ciclovias, mas espaços verdes permanentes são uma hipótese.
Antes de os passeios realmente crescerem, elevados em relação à estrada, a Câmara Municipal de Lisboa aposta no urbanismo tático: decide pintar de branco as estradas com padrões semelhantes à calçada. "No momento posterior vão ser construídos os lancis e os passeios definitivos", explica o vice-presidente da autarquia, Gonçalo Reis, mas ainda sem data.
A previsão é arrancar com as obras na segunda quinzena de agosto, com um prazo de 45 dias, pelo que Gonçalo Reis espera que estejam terminadas até setembro. Em declarações à RTP Antena 1, o autarca aponta a simbologia da zona para avançar com esta requalificação.
"Decidimos avançar com o Chiado porque é uma zona icónica, histórica, é muito representativo destes temas de que estamos a falar", sublinha, pela circulação que tem. Questionado se a câmara reconhece um conflito crescente entre a circulação automóvel e a grande procura de residentes e turistas, o autarquia responde assim: "Diria que é uma zona pressionada", defendendo que sentiram a "necessidade de qualificar o espaço" ao falarem com moradores, comerciantes, associações culturais - resume como a "economia local" - e a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior.
Gonçalo Reis considera que esta é uma "solução equilibrada", não querendo ficar por aqui: depois de dar "melhor fruição" ao Chiado e "passeios mais vastos e bonitos", pretende avançar, sem datas, com intervenções na Rua da Escola Politécnica, no Príncipe Real, e na Rua de Belém. E não esconde vontade de chegar com este programa "Viva a Rua, Lisboa" a mais partes da cidade.
No website da câmara, a autarquia reconhece a existência de passeios estreitos. O alargamento de passeios contará com mobiliário urbano e plantas amovíveis, mas para já ficam excluídos espaços verdes permanentes. "Poderemos evoluir nessa direção", admite Gonçalo Reis. Certo é que não haverá ciclovias: "Nestas ruas não estão previstas", afirma.
A única que fica totalmente pedonal é a Rua Anchieta, juntamente com a Rua do Carmo. As outras cinco continuam a ter a passagem de carros: Nova do Almada, Garrett, Ivens, Serpa Pinto e Calçada do Sacramento, mas com a perda de estacionamento.